Deolane e Marcola viram réus por lavagem de dinheiro do PCC
A influenciadora digital e a cúpula da facção paulista enfrentam acusações formais por ocultação de bens e associação criminosa.
- Publicado: 18/06/2026 15:43
- Alterado: 18/06/2026 15:43
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: MP-SP
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e converteu a influenciadora Deolane Bezerra e Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, em réus. O grupo responde por organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital.
A decisão do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, marca o início formal da ação penal. O processo avança agora para a fase de produção de provas e apresentação das defesas no tribunal.
Investigação liga Deolane e Marcola a repasses ilícitos
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) conduziu as apurações contra os suspeitos. O promotor Lincoln Gakiya documentou que pessoas de confiança recebiam ordens dos líderes encarcerados para distribuir a renda gerada por uma empresa de transportes.
Os investigadores rastrearam o caminho do dinheiro e identificaram que os valores abasteciam contas de Deolane e de parentes do chefe do grupo criminoso. Relatórios oficiais e quebras de sigilo bancário confirmaram a ocultação das quantias na economia formal.
Prisão preventiva e posicionamento das defesas
A advogada permanece detida na penitenciária de Tupi Paulista desde 21 de maio de 2026. O magistrado rejeitou o pedido recente dos advogados para transferir a investigada para uma Sala de Estado-Maior.
A promotoria apontou que as instalações atuais cumprem as exigências legais atreladas ao registro profissional da acusada. O Ministério Público enfatizou que ter uma filha menor de 12 anos não garante prisão domiciliar automática em casos de facções violentas.
“O mero vínculo familiar com os demais denunciados não pode ser confundido com participação criminosa”, declarou Bruno Ferullo Rita, advogado responsável por representar os parentes na ação.
A defesa sustenta que o isolamento em segurança máxima impede a comunicação do líder com o mundo exterior. As próximas audiências definirão se os indícios apresentados sustentam uma condenação definitiva contra Deolane, Marcola e os outros acusados.