Da IA aos apps: tecnologia nas Eleições 2026

Veja como as ferramentas digitais facilitam o acesso a informações e o acompanhamento do processo eleitoral

Da IA aos apps: tecnologia nas Eleições 2026

Crédito: (Imagem: Magnific)

A presença da tecnologia nas eleições está crescendo e já se tornou uma realidade estabelecida no Brasil. Em 2026, além das urnas eletrônicas, os eleitores contam com aplicativos, inteligência artificial e plataformas digitais que podem ajudar a consultar informações, acompanhar resultados e até comunicar possíveis irregularidades à Justiça Eleitoral.

TSE lança ChatVote, assistente de IA para encontrar informações sobre as eleições

Eleições 2026
(Reprodução/Secom/TSE)

Uma das novidades para as Eleições 2026 é o ChatVote, assistente virtual com inteligência artificial desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lançada em 22 de setembro, a ferramenta permite fazer perguntas em linguagem natural sobre assuntos relacionados ao processo eleitoral. O eleitor pode consultar informações sobre dia, horário e local de votação, justificativa de ausência, orientações para mesários e regras das eleições. O ChatVote está disponível no Portal do TSE e dentro do aplicativo e-Título.

A ferramenta funciona 24 horas por dia e o Tribunal informou que acompanha a qualidade das respostas. Porém, o órgão destacou que em caso de divergências, prevalecem as informações oficiais disponibilizadas pela Justiça Eleitoral. A novidade representa uma mudança na forma de acessar os serviços eleitorais: em vez de procurar uma informação dentro de diferentes menus e páginas, o usuário pode formular uma pergunta diretamente para o assistente.

e-Título reúne serviços eleitorais no celular

(Reprodução/TSE)

O e-Título ganhou novas funções para as Eleições 2026. A versão atual do aplicativo oficial da Justiça Eleitoral reúne a via digital do título e diferentes serviços que antes dependiam de outros canais do TSE. O app permite consultar dados eleitorais e o local de votação, emitir certidões, acompanhar solicitações feitas pelo Título Net, justificar ausência e pagar débitos eleitorais por Pix ou cartão.

A atualização do e-Título também incorporou o Boletim na Mão para consultar os boletins de urna pelo próprio aplicativo. Para eleitores que possuem biometria cadastrada e foto disponível no aplicativo, o e-Título também pode ser utilizado para identificação no momento da votação. Quem não possui a fotografia no app precisa apresentar um documento oficial com foto. A orientação do TSE é baixar ou atualizar o aplicativo com antecedência, evitando deixar o acesso para o dia da votação.

Aplicativos ajudam a fiscalizar e acompanhar a votação

(Imagem: Magnific)

Novas tecnologias também vão permitir que o eleitor acompanhe outras etapas do processo eleitoral. Um exemplo é o Pardal, um aplicativo criado pela Justiça Eleitoral e que possibilita enviar denúncias de possíveis irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral. O usuário pode enviar fotos e vídeos, e as informações são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral.

Já o Boletim na Mão tem a finalidade de oferecer acesso aos dados registrados nos Boletins de Urna (BUs) impressos no encerramento da votação em cada seção. Por meio do aplicativo próprio da ferramenta ou no app do e-Título, qualquer pessoa pode consultar essas informações utilizando o QR Code presente no documento (BU).

Como a tecnologia ajuda a combater a desinformação?

(Imagem: Magnific)

Se a tecnologia facilita o acesso a informações, ela também amplia a velocidade com que conteúdos podem ser produzidos e compartilhados. A inteligência artificial acrescenta outro elemento a esse cenário ao permitir a criação de imagens, áudios e vídeos falsos que podem circular nas redes sociais.

Para enfrentar esses riscos, o TSE ampliou em 2026 a cooperação com plataformas digitais. Em julho, o Tribunal firmou parcerias com Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X e LinkedIn. ElevenLabs, OpenAI e Anthropic também aderiram ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação.

Os acordos preveem ações conjuntas para divulgação de informações oficiais, fortalecimento da integridade informacional e conscientização dos usuários sobre riscos relacionados à desinformação. A cooperação também envolve procedimentos para o cumprimento de determinações da Justiça Eleitoral.

Em setembro, o TSE informou que nove plataformas já haviam apresentado seus planos de conformidade para as eleições: Google, Kwai, LinkedIn, Mercado Livre, Meta, OpenAI, Telegram, TikTok e X. Os documentos detalham medidas de prevenção e mitigação de riscos, incluindo procedimentos para remoção de conteúdos, suspensão de perfis, fornecimento de dados e interrupção de propaganda irregular.

No caso das ferramentas de IA generativa, os planos também devem apresentar medidas de proteção relacionadas à produção e circulação de conteúdo político-eleitoral. A OpenAI, por exemplo, informou ao TSE medidas como barreiras contra recomendações de voto e mecanismos para identificar conteúdos gerados por inteligência artificial.

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  • Publicado: 29/09/2026 16:50
  • Alterado: 29/09/2026 16:50
  • Autor: Érica Oliveira/Plataformanet