Cuidar oferece psicomotricidade para crianças atípicas em São Caetano
Terapia oferecida pelo Cuidar integra funções cognitivas, emocionais e motoras, auxiliando crianças e adolescentes atípicos no desenvolvimento da autonomia, comunicação e socialização.
- Publicado: 06/07/2026 12:36
- Alterado: 06/07/2026 12:36
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: PMSCS
Crianças e adolescentes atípicos de São Caetano do Sul encontram na psicomotricidade uma ferramenta essencial para superar barreiras de comunicação e socialização. O atendimento ocorre no Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento e Reabilitação (Cuidar).
A terapia integra funções cognitivas, motoras e emocionais dos pacientes. O método estuda o indivíduo por meio do corpo em movimento para estimular o desenvolvimento da autonomia e da aprendizagem contínua.
Como a psicomotricidade atua no neurodesenvolvimento
A abordagem clínica aproxima a mente e a ação física por meio de atividades lúdicas e exercícios adaptados. Profissionais de saúde estruturam as sessões para aprimorar o equilíbrio, a percepção espacial e a expressão corporal dos jovens.
Pacientes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) apresentam avanços diretos com a prática. A psicomotricidade entra como um estímulo direcionado para organizar habilidades complexas, como a escrita e o foco.
Suporte familiar potencializa resultados
O complexo Cuidar oferece suporte psicológico e prático também aos pais. O envolvimento dos responsáveis transforma a rotina doméstica em uma extensão do consultório médico.
“A evolução acontece quando existe essa parceria, com os pais conhecendo a estratégia terapêutica e aprendendo como lidar com questões como comunicação e emoções”, explica a psicomotricista Silvia Soares.
Resultados práticos da psicomotricidade já mudam a rotina das famílias atendidas na rede municipal. O aposentado Carlos Roberto de Souza, de 62 anos, relata a melhora na interação do filho diagnosticado com TEA.
“Desde que começou com a psicomotricista, tem interagido mais com outras pessoas, ficando mais em sala de aula e aprendendo mais. Está 110%“, avalia Carlos.
O acompanhamento precoce e contínuo consolida o papel do município na inclusão social. Ao unir ciência e acolhimento humano, a psicomotricidade garante mais qualidade de vida e independência para as futuras gerações.