Índice de crianças na pré-escola do ABC fica abaixo de SP e País
Índice regional de crianças de 4 e 5 anos matriculadas nas redes de ensino fica em 92%. Apenas São Caetano atinge o atendimento universal.
- Publicado: 25/08/2026 08:11
- Alterado: 25/08/2026 08:11
- Autor: Thiago Antunes
O acesso à pré-escola no Grande ABC está abaixo das médias estadual e nacional. Enquanto o estado de São Paulo garante 97% de atendimento e o Brasil registra 96% de matrículas, seis das sete cidades da região apresentam um índice médio de 92% de crianças matriculadas.
Os indicadores foram levantados pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional) e publicados no portal QEdu. O estudo cruza bases estatísticas do Censo Escolar 2025 com estimativas demográficas projetadas pelo DataSus.
Desempenho da pré-escola nos municípios
Somente São Caetano cumpriu a meta e atingiu 100% de crianças nas salas de aula, igualando-se ao patamar da Capital paulista. São Bernardo do Campo acompanha a média do Estado com 97% de cobertura.
O cenário mais crítico fica em Mauá, que amarga a pior taxa da região com 89%. O ranking regional segue com Ribeirão Pires apresentando 93% de presença, Santo André e Rio Grande da Serra empatadas com 91%, e Diadema com 90% de ocupação.
O levantamento ganha evidência nesta terça-feira (25), quando o país celebra o Dia Nacional da Educação Infantil. A fase de formação possui frequência escolar obrigatória determinada pela Lei 12.796/2013, que rege as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Prefeituras negam falta de vagas na pré-escola
As administrações municipais contestam os dados estatísticos. As gestões afirmam ofertar assentos suficientes para toda a demanda do bloco infantil de quatro e cinco anos de idade.
A Secretaria de Educação de Santo André argumenta que a porcentagem atribuída à cidade deriva de projeções populacionais e não reflete obrigatoriamente alunos fora do sistema de ensino.
“O município realiza o serviço de busca ativa entre as famílias e a disseminação da oferta de vagas, bem como o período de inscrições”, declarou a pasta andreense.
A administração de Diadema informou não registrar filas de espera para as turmas iniciais. A cidade trabalha com a hipótese de migração de estudantes para colégios localizados em municípios limítrofes, como São Paulo e São Bernardo.
A Prefeitura de Mauá, por meio da Secretaria de Educação, garante possuir infraestrutura estruturada para toda a demanda local. A gestão relatou enfrentar barreiras culturais para conscientizar os responsáveis sobre o papel pedagógico obrigatório da pré-escola. Segundo o órgão municipal, muitas famílias encaram a etapa de ensino apenas como um local para a criança permanecer durante o expediente de trabalho dos pais.