Corinthians consegue postergar prazo com a PGFN e evita rescisão do acordo de R$ 1,2 bi
Com isso, o Timão ganha um prazo a mais sem a rescisão do contrato de acordo, evitando que a PGFN execute as garantias oferecidas
- Publicado: 01/10/2026 21:47
- Alterado: 01/10/2026 21:47
- Autor: Redação
O Corinthians conseguiu postergar o prazo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) após receber uma notificação por inadimplência no acordo firmado para quitar a dívida acumulada de R$ 1,2 bilhão. A informação foi divulgada pelo portal Meu Timão.
O pedido
O clube solicitou a ampliação do prazo para quatro parcelas. Com isso, o Timão ganha um prazo a mais sem a rescisão do contrato de acordo, evitando que a PGFN execute as garantias oferecidas.
Os valores em aberto
As obrigações previdenciárias têm parcelas de R$ 2.001.982,48 cada. Com três meses de atraso, o valor chega a R$ 6.005.947,44. Já os demais débitos apresentam parcelas de R$ 4.829.616,18, totalizando R$ 14.488.848,54. O montante pendente é de R$ 20.494.795,98 — um valor que pode ser incrementado em quase R$ 7 milhões caso o clube não pague as duas próximas parcelas que vencerão em 30 de setembro.
O acordo
O acordo foi fechado em 5 de setembro e previa um desconto de 46% sobre a dívida total, que ultrapassava R$ 500 milhões. O clube se comprometeu a pagar R$ 679 milhões em 120 meses. Após pagar as prestações entre fevereiro e maio, passou a atrasar.
Com essa renegociação, o Timão viu o valor passivo total da dívida ser reduzido em R$ 200 milhões pela operação.
O que está em jogo
Se o Corinthians não regularizar a situação, o acordo pode ser revogado. A PGFN também pode executar a garantia oferecida no contrato: o Parque São Jorge, avaliado em mais de R$ 600 milhões, e valores a receber com a Timemania.
O que vem agora
Com a postergação, o Corinthians ganha fôlego para regularizar a situação. A expectativa é de que o clube consiga quitar as parcelas pendentes e manter o acordo em vigor, evitando a perda de garantias e a execução da dívida.