Ministro diz que Copa Feminina mudará visão sobre o futebol no Brasil

Sediado na América do Sul pela primeira vez, o torneio global de 2027 promete mudanças estruturais e maior inclusão para as mulheres.

Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Governo Federal organiza as bases logísticas e sociais para sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil em 2027. O torneio acontecerá de forma inédita no continente sul-americano e focará na redução da desigualdade de gênero esportiva. A prioridade central da gestão é transformar o evento em um catalisador de inclusão para meninas e jovens atletas.

Eu garanto a todos os brasileiros e brasileiras que nós vamos fazer a melhor e a maior edição que já teve na história. O maior legado não é de infraestrutura física, mas uma mudança sociocultural”, destacou Paulo Henrique Cordeiro, ministro do Esporte, durante o programa Bom Dia, Ministro. O chefe da pasta defende a presença igualitária e efetiva das mulheres em todas as esferas esportivas.

A Lei Geral da Copa do Mundo Feminina

Sancionada no início de junho, a Lei Geral da Copa (Lei nº 15.421) estabelece o marco regulatório do campeonato. O texto garante segurança operacional e institucional para a realização dos jogos no território nacional. A legislação foca diretamente no combate à discriminação e no fortalecimento financeiro das modalidades praticadas por mulheres.

O comitê responsável pela Copa do Mundo Feminina prevê o início das ações de planejamento com antecedência estratégica. Um evento de lançamento oficial ocorrerá na cidade de Miami, nos Estados Unidos, no dia 24 de junho. A data marcará a contagem regressiva de um ano para o início das competições e exibições preparatórias.

Descentralização de sedes e treinamentos

A competição não começa no apito inicial do primeiro jogo, ela inicia cerca de dois anos antes para garantirmos o espetáculo perfeito”, explicou o ministro. O planejamento prevê integrar municípios fora do eixo das oito cidades-sede exigidas pelas diretrizes internacionais.

A infraestrutura paralela da Copa do Mundo Feminina utilizará capitais e cidades menores como locais de treinamento e acolhimento para as delegações estrangeiras. A meta da União é espalhar a atmosfera e a movimentação financeira do campeonato por grande parte dos cinco mil municípios brasileiros.

Projetos de inclusão e saúde preventiva

A estratégia governamental atua na segurança pública e no afastamento de jovens da criminalidade urbana. O direcionamento das políticas públicas prioriza as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, áreas com alta demanda por investimentos do setor. O esporte funciona como ferramenta primária de formação cidadã e saúde preventiva.

O programa TEAtivo, desenvolvido junto à Apae Brasil, materializa essa frente de atuação inclusiva. A iniciativa oferece atividades físicas e cognitivas adaptadas para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto melhora o desenvolvimento motor e a autorregulação emocional dos participantes, facilitando também o diagnóstico precoce de outros jovens não mapeados pelas redes de saúde.

O núcleo de atendimento acolhe atualmente 1.840 estudantes nordestinos e 1.200 famílias na região norte do país. O plano federal é expandir a estrutura para as outras capitais brasileiras com um custo médio de R$ 300 mil por unidade implantada. Essas ações de acessibilidade pavimentam o terreno para garantir que a Copa do Mundo Feminina deixe marcas sociais reais e duradouras no país.

  • Publicado: 17/06/2026 12:30
  • Alterado: 17/06/2026 12:30
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: SECOM