Cooperativas de reciclagem garantem R$ 128 mil no mês
O governo de São Bernardo repassa verba mensal às cooperativas de reciclagem, impulsionando a economia circular e a renda de oitenta e oito trabalhadores
- Publicado: 28/10/2026 21:11
- Alterado: 28/10/2026 21:12
- Autor: Leonardo Nogueira
As cooperativas de reciclagem faturaram R$ 128 mil da Prefeitura de São Bernardo pelo serviço ambiental prestado em setembro. Esse valor supera a remuneração do mês anterior e beneficia 88 famílias cadastradas nos galpões da Cooperluz e da Reluz.
O repasse integra o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). A gestão municipal transforma o resíduo sólido em moeda real para quem atua na base da pirâmide ecológica. Apenas em 2026, a prefeitura transferiu mais de R$ 1,13 milhão para as entidades parceiras.
O financeiro das cooperativas de reciclagem

Os trabalhadores retiram toneladas de materiais dos aterros sanitários e reinserem esses insumos diretamente na cadeia produtiva da indústria.
O prefeito Marcelo Lima avalia o programa como um motor de desenvolvimento social local. Ele reforça a necessidade de remunerar o esforço ambiental bruto das equipes.
“Esse pagamento reconhece o serviço ambiental e transforma o resultado da reciclagem em renda para os cooperados. Seguimos trabalhando para valorizar quem contribui diariamente para uma cidade sustentável.”
Números recordes de triagem e faturamento
O volume de processamento diário impressiona. Em setembro, as cooperativas de reciclagem receberam 1.013 toneladas de materiais descartados, superando os rígidos indicadores alcançados em agosto.
A separação técnica define o valor financeiro depositado. Os balanços oficiais registraram os seguintes resultados consolidados no período:
- 688 toneladas triadas e prontas para o mercado de conversão.
- 376 toneladas processadas pelos 49 integrantes da Cooperluz.
- 312 toneladas organizadas pelos 39 membros da Reluz.
A divisão do pagamento premiou a produtividade de cada galpão. A Cooperluz faturou R$ 69.913,52 pelo volume alcançado. A Reluz embolsou R$ 58.106,92 pelos serviços prestados nas esteiras.
Renda extra e dignidade na base
O recurso complementar enche a geladeira das famílias operárias. Gemina Santos atua há dez anos na separação de resíduos e sente o peso da política pública no seu orçamento.
“É um dinheiro a mais que faz muita diferença no mercado, para pagar as contas e aproveitar com a família. Nosso trabalho é muito importante e isso mostra o reconhecimento pelo esforço que temos.”
O secretário de Meio Ambiente, Ronaldo Perrucci, acompanha a rotina exaustiva nos ecopontos da cidade. Ele garante que a remuneração constante estrutura e formaliza as cooperativas de reciclagem, blindando essas associações contra as oscilações cruéis do mercado de sucata e garantindo dignidade aos trabalhadores.