Consumidores passam 3h20 em shoppings, aponta Abrasce
Pesquisa revela que tempo médio em shopping centers chegou a 3h20 no país, com 92% dos frequentadores buscando opções de lazer
- Publicado: 21/10/2026 08:54
- Alterado: 21/10/2026 08:54
- Autor: Daniela Ferreira
O tempo médio que os consumidores passam dentro de shopping centers no Brasil atingiu a marca de 3 horas e 20 minutos por visita em 2026. O indicador representa mais do que o dobro do tempo registrado em 2023 e evidencia uma mudança profunda na relação do público com esses espaços urbanos.
Os dados fazem parte de uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), em parceria com a consultoria Talk. O levantamento reflete a consolidação dos centros de compras como o chamado third place (terceiro lugar) — conceito do urbanismo para definir ambientes de convivência diária que se posicionam como alternativas ao lar e ao local de trabalho.
Mudança de hábitos e busca por conveniência
A pesquisa revela que, embora 65% dos frequentadores ainda associem os empreendimentos ao ato de fazer compras, 92% dos entrevistados enxergam esses locais como polos de lazer e entretenimento. Além disso, 94% dos consumidores afirmam utilizar ao menos um serviço prático durante as suas visitas aos centros comerciais.

Essa dinâmica de uso multifuncional ganha força no Centro de São Bernardo do Campo, onde o Shopping Metrópole registra um fluxo médio de 600 mil visitantes por mês. Gerido pela administradora ALLOS, o empreendimento reúne cerca de 173 operações e vem adaptando seu mix para atender às demandas cotidianas da população da região.
Concentração de serviços e facilidades no Centro de SBC
O modelo operacional do equipamento aposta na oferta integrada de facilidades na sua Alameda de Serviços. No mesmo local, os frequentadores encontram unidades de atendimento de saúde, como a Clínica CEMA, casa lotérica, a academia Smart Fit e a loja de conveniência Carrefour Express.
A proposta de valor do espaço é permitir que o cliente resolva pendências rotineiras em uma única jornada, otimizando o tempo de deslocamento. O local conta ainda com espaços de trabalho compartilhado (coworking), como o Espaço Panda, e operações voltadas aos cuidados pessoais, como salões de beleza e estética.

“Os shopping centers vêm assumindo um papel cada vez mais conectado ao cotidiano das pessoas. Hoje, uma visita pode reunir diferentes necessidades, mas também momentos de encontro, descanso e bem-estar. No Metrópole, buscamos oferecer essa combinação de forma natural, acompanhando os diferentes momentos da rotina de quem frequenta o empreendimento”, destaca a gerente de Marketing do Shopping Metrópole, Gabrielle Laurino.
Gastronomia e experiência como ancoragem de público
A gastronomia e o entretenimento também desempenham papel central na ampliação da permanência do público no centro de compras. Estabelecimentos como a Casa Bauducco e o restaurante Pecorino funcionam como pontos de pausa, reuniões informais e encontros sociais, incentivando o cliente a estender sua permanência no local.
Segundo o estudo da Abrasce, o uso de shoppings para atividades integradas de lazer, alimentação e trabalho é uma tendência puxada principalmente pelas gerações mais jovens. A presença de salas de cinema e grandes marcas do varejo, como a Riachuelo, complementa o ecossistema de atrações, consolidando o Shopping Metrópole como um ponto focal da vida urbana e do comércio no ABC Paulista.