Dia dos Pais na Alemanha: brasileiro conta as tradições
Em depoimento, Fernando Miranda revela como a celebração do Dia dos Pais na Alemanha se difere do tradicional encontro em família realizado no Brasil
- Publicado: 08/08/2026 19:37
- Alterado: 08/08/2026 19:37
- Autor: Carlos Enriki
O Dia dos Pais no Brasil e na Alemanha apresenta diferenças profundas que vão além do calendário e alcançam a própria essência da celebração. Enquanto os brasileiros se reúnem no segundo domingo de agosto para almoços em família, os alemães comemoram a data na quinta-feira de Ascensão, dez dias após a Páscoa, unindo o feriado religioso ao Vatertag.
O brasileiro Fernando Miranda viveu no país europeu em dois períodos distintos, de 1991 a 1993 e de 2018 a 2021. Ele relata que a data quase não aparece nas vitrines alemãs, bem longe do apelo comercial brasileiro.
Na cultura germânica, a data também é conhecida como Männertag (Dia dos Homens) e mobiliza grupos de amigos, incluindo homens que ainda não são pais, para celebrações ao ar livre.
Dia dos Pais Brasil x Alemanha
Uma das tradições mais marcantes da comemoração alemã é o uso do Bollerwagen, um carrinho de madeira puxado a mão e recheado de bebidas. “É tradição reunir grupos de amigos, incluindo-se também homens que não são pais, para sair em caminhadas pela natureza ou praças, puxando um carrinho (“Bollerwagen”) repleto de cervejas e petiscos. Coisa que nunca vi e não participei… kkkk.“, conta Fernando.

Fernando aproveitava mais o feriado da Ascensão do Senhor
O brasileiro relembra como a data passava despercebida no seu cotidiano na Europa por conta do estilo de vida local. “Nos cinco anos em que morei na Alemanha, nem sequer percebi essa data. Aproveitei o feriado da Ascensão sem saber que também era Dia dos Pais“, revela.
A dinâmica do Dia dos Pais no Brasil contrasta diretamente com o formato alemão. “No Brasil o foco é no núcleo familiar. É comum reunir pais, filhos e avós para almoço e churrasco com troca de presentes. Por outro lado, na Alemanha, isso era quase invisível para o comércio e não há troca de presentes ou cartões dados por crianças“, observa Fernando.
Apesar de as novas gerações alemãs usarem a data para refletir sobre masculinidade e paternidade responsável, o formato dos festejos segue firme. Ao avaliar os dois cenários, Fernando mantém sua preferência nacional. “Se eu tiver que escolher, fico com o nosso estilo brasileiro, só mudaria ou diminuiria o apelo comercial da data“, conclui.