A aplicação da inteligência artificial (IA) como ferramenta estratégica para o aumento da produtividade, redução de custos e aceleração da transformação digital no setor produtivo esteve no centro dos debates da plenária promovida pelo CIESP Santo André (regional que abrange Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). O encontro ocorreu na quarta-feira (5), na sede do SENAI Jairo Cândido, em Mauá, reunindo empresários, gestores e especialistas da região.
A mesa de abertura reuniu o diretor titular do CIESP Santo André, Eduardo Batistella Mazurkyewistz, o vice-presidente do CIESP São Paulo, Anuar Dequech Junior (representando o presidente Rafael Cervone), o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mauá, Cícero Firmino da Silva (Martinha), o diretor das unidades do SENAI em Santo André e Mauá, José Heroíno de Souza, e o especialista em tecnologia do SENAI, Fernando Beija de Alcantara.
Barreiras de Conhecimento nas Pequenas e Médias Empresas
Durante a abertura, o diretor titular do CIESP Santo André reforçou que a inteligência artificial deixou de ser uma tendência conceitual para se consolidar como exigência de sobrevivência mercadológica. Contudo, Mazurkyewistz pontuou que o acesso à tecnologia ainda enfrenta barreiras de informação, sobretudo no segmento das pequenas e médias indústrias:
“Nosso objetivo é aproximar o empresário desse universo, mostrar que essa tecnologia é acessível e apresentar exemplos práticos de como ela pode ser aplicada. Quem deixar de usar esse tipo de ferramenta tende a ficar para trás”, ressaltou o dirigente.
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O vice-presidente do CIESP SP, Anuar Dequech Junior, enfatizou o papel institucional da entidade em preparar o parque fabril para a nova economia digital:
“O CIESP tem a missão de aproximar os industriais das oportunidades e das novas tecnologias. Nosso papel é mostrar aos associados que essa transformação já está acontecendo e ajudá-los a preparar suas empresas para esse novo cenário”, afirmou Dequech Junior.
Três Pilares da Transformação Digital (Oracle)
O destaque da plenária foi a palestra ministrada por Weligton Pinto, diretor sênior de Arquitetura de Cloud para Projetos Estratégicos da Oracle América Latina. O executivo defendeu que a adoção da inteligência artificial só gera retornos reais quando está ancorada a objetivos de negócios bem consolidados.
Segundo o especialista, o sucesso da implementação depende de três pilares estruturantes:
Processo Definido: Mapeamento específico do fluxo operacional que receberá a tecnologia;
Liderança Dedicada: Designação de um responsável formal pela condução da iniciativa;
Métricas e KPIs: Estabelecimento de indicadores claros para aferir os ganhos de eficiência.
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“Daqui a um ano, a diferença entre as empresas que participam dessa plenária não será quem comprou inteligência artificial, mas quem conseguiu medir resultados por meio de um processo bem definido, um responsável pela iniciativa e indicadores claros de desempenho”, projetou Weligton Pinto.
Caso Prático: Redução de 66% no Tempo de Homologação
Demonstrando a aplicação prática da tecnologia no polo industrial do ABC, a sócia e diretora da Hausthene Poliuretanos (empresa sediada em Mauá), Thaís Dozzi Tezza, compartilhou os resultados da introdução da IA na área de engenharia da companhia.
A executiva revelou que a aplicação de algoritmos generativos permitiu reduzir em 66% o tempo necessário para homologação de um produto voltado ao setor de petróleo e gás, evidenciando como empresas de médio porte podem alcançar ganhos expressivos de produtividade.
Perguntas e Encerramento
O evento foi concluído com um painel aberto de perguntas e respostas com a participação do coordenador do SENAI Mauá, Jairo César Topan, seguido da entrega de certificados aos palestrantes pelo incentivo à inovação industrial na região.