Chevrolet Tracker RS - Visual arrebatador

A versão esportiva RS confere ao Chevrolet Tracker estilo esportivo, mas apenas no design

Chevrolet Tracker RS - Visual arrebatador

Crédito: O motor 1.2 turbo (sem calibração especial) equipa o Tracker RS, com 141 cavalos de potência e 22,4 kgfm de torque, associado ao câmbio automático de 6 marchas e à tração dianteira - Chevrolet/Divulgação

Apresentado incialmente em 1988, o Chevrolet Tracker era produzido na Argentina, bem diferente do modelo atual. Já em 2022, o modelo acabaria dando uma guinada completa, fabricado então em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, ano em que foi inclusive o SUV mais vendido do Brasil. O Tracker manteve parte da produção no Complexo Industrial de Alvear (Rosário), na Argentina, voltada para suprir a demanda do mercado sul-americano, com exceção do brasileiro.

O Tracker teve em seus primeiros anos concorrência do Ford EcoSport, do Jeep Renegade, do Honda HR-V, do Hyundai Creta, do Nissan Kicks, do Peugeot 2008, do Renault Duster e do Volkswagen T-Cross, este, seu maior rival no Brasil e para o qual perdeu a primeira posição entre os utilitários esportivos. Dentro da própria Chevrolet, o Tracker está posicionado acima da família Onix e ombro a ombro com o agora crossover Spin, embora tenha um projeto bem mais moderno.

A versão RS apareceu pela primeira vez no Tracker no mercado global em 2022, na China. No Brasil, a variante com visual esportivo foi lançada em abril de 2023, fazendo parte da linha 2024 do SUV compacto – e é esta a avaliada nessa reportagem. A configuração destaca-se das demais (LT, LTZ e Premier) por adotar um visual esportivo com acabamentos escurecidos em preto brilhante (tipo “high gloss”) e detalhes em vermelho na cabine.

Fora, o Tracker RS traz grade dianteira com estilo colmeia exclusiva, pintada em preto brilhante com o emblema da gravata da Chevrolet escurecido e o logotipo “RS” aplicado em vermelho na parte esquerda da grade. As rodas de liga leve de 17 polegadas também são exclusivas, com acabamento em preto brilhante. As capas dos retrovisores, o rack e detalhes do para-choque são em tons escuros brilhante, e os faróis contam com máscara negra.

O Tracker acompanhou bem as muitas transformações que o segmento de SUVs passou. Desde quando o modelo da Chevrolet era apenas um utilitário básico, o Tracker soube evoluir junto com o mercado, aumentando o conforto, adotando o estilo urbano, a tecnologia flex e os motores turbo, aposta na conectividade e, principalmente, aperfeiçoando e modernizando o visual. A partir de 2020, quando a atual geração passou a ser produzida no Brasil, o Tracker se consolidou, assumindo também um protagonismo na gama da Chevrolet.

As duas opções de motorização utilizadas pela família Tracker são o 1.0 turbo Flex, que entrega 115,5 cavalos de potência, se destacando pelo baixo consumo: até 13,8 km/l na estrada com gasolina e 11,5 km/l com etanol, de acordo com o ciclo do Inmetro. O motor 1.2 turbo Flex – dos Tracker RS e Premier – despeja até 141 cavalos. Os dois estão alinhados com o compromisso da Chevrolet em continuar reduzindo as emissões a cada geração. 

Experiência a bordo

Tracker
Chevrolet/Divulgação

Tecnologias que conversam

O interior do Chevrolet Tracker RS aposta em um visual esportivo com acabamento escurecido, bancos com revestimento premium com costuras vermelhas, painel digital de 8 polegadas e central multimídia MyLink. O interior detalhes pespontados em vermelho no painel, no volante e nas portas. A esportividade na cabine tem proposta estética voltada a um público mais jovem e urbano, diferenciando-se dos frisos cromados e tons mais sóbrios da versão topo de linha Premier.

A opção esportiva (no visual) do Tracker tem sistema de ar-condicionado digital automático de zona única, integrado com comandos físicos no painel e na central multimídia. É bem prático e resfria ou aquece a cabine com rapidez. Por outo lado – assim como toda a família do SUV compacto, não tem saídas dedicadas para o banco traseiro, com o pessoal lá de trás tendo de depender apenas do fluxo que vem dos difusores dianteiros. Outro senão do Tracker RS está no excesso de plásticos rígidos na parte de trás da cabine, contrastando com o material mais caprichado usado na frente.

A tecnologia está bem presente na versão RS, com cada recurso pensado para funcionar de forma mais fluida, conectando o veículo ao motorista, ao ambiente e a serviços que realmente fazem diferença. O Chevrolet MyLink com tela de 11 polegadas é o ponto de partida dessa integração. Com interface atual, Wi-Fi nativo e projeção sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, oferece acesso fácil a navegação, streaming e apps com poucos toques. Recarregador por indução e entradas USB dos tipos A e C, distribuídas entre as fileiras, ampliam a usabilidade e permitem que todos os cinco ocupantes se conectem com facilidade, independentemente do tipo de dispositivo.

Mas a maior força da conectividade está na forma como ela transforma o carro em um verdadeiro companheiro das rotinas do dia a dia. Por meio do app myChevrolet, o motorista pode acionar à distância funções como travamento das portas, luzes, buzina e dar partida remota no motor para pré-climatizar a cabine. O conceito de cockpit virtual se consolida com telas interligadas e de alta definição. A conectividade inclui Wi-Fi nativo, aplicativo para comandos remotos e os serviços avançados do OnStar, como o “Acompanhamento Seguro”, que oferece suporte ao motorista em situações de vulnerabilidade e para escolher trajetos mais seguros, enquanto o OnStar conecta o veículo a uma central com atendimento dado por uma pessoa (não uma máquina) 24 horas, sete dias por semana. 

Impressões ao dirigir

Chevrolet/Divulgação

Proposta equilibrada

A primeira constatação quanto ao motor do Tracker RS já responde em qual categoria a versão esportiva do SUV compacto da Chevrolet se enquadra: a de esportivo apenas no estilo. Isso vem porque o motor 1.2 turbo de três cilindros bicombustível não conta com nenhuma preparação especial, sendo exatamente o mesmo da variante Premier. Mas isso não quer dizer que a configuração RS não tenha lá seus atributos esportivos. O Tracker RS entrega um desempenho ágil e equilibrado, com o bom propulsor turbo rendendo até 141 cavalos de potência a 5.500 rotações por minuto e 22,4 kgfm de torque a 2 mil rpm, associado ao tradicional câmbio automático de 6 marchas, já fartamente utilizado pela General Motors.

Com esse conjunto e tração dianteira, o SUV compacto acelera de zero a 100 km/h em 9,4 segundos e pode chegar à velocidade final de 185 km/h, focado em dirigibilidade urbana eficiente e retomadas seguras, sem proposta estritamente de pista. As respostas são rápidas porque a injeção direta corrigiu o atraso da entrada da turbina nas arrancadas, tornando o pedal do acelerador mais direto. As retomadas e as subidas são mais ágeis pois o câmbio automático faz reduções inteligentes, mantendo o giro do motor na faixa ideal de torque para essas situações.

O Tracker RS tem um comportamento dinâmico elogiável, com uma estabilidade confiante e equilibrada para o dia a dia. Apesar de o apelo da RS ser mais no plano estético, a calibração da suspensão e a direção com assistência elétrica direta garantem segurança e firmeza em curvas e manobras na estrada ou na cidade, sem ser excessivamente dura. O conjunto absorve bem a quantidade absurda de irregulares das nossas ruas e estradas, deixando o carro sempre na mão do motorista.

Com pouca rolagem da carroceria mesmo em curvas feitas com velocidade acima do indicado, o Tracker RS aproveita a suspensão bem calibrada, dura na medida certa sem ser desagradavelmente molenga. O SUV é equipado com controles eletrônicos de estabilidade e de tração e assistente de partida em rampa, utilizando rodas de 17 polegadas calçadas com pneus que asseguram boa área de contato e aderência ao chão.

Pelos números do Inmetro, o Tracker RS tem média de consumo urbano em torno de 11,2 km/l abastecido com gasolina e 14,1 km/l rodoviário com o mesmo combustível, podendo ser mais eficiente conforme o estilo de condução. No estudo completo do instituto, o SUV compacto da Chevrolet tem médias na cidade de 7,2 km/l a 7,6 km/l e de 9,7 km/l na estrada com etanol. 

Ficha técnica

Chevrolet/Divulgação

Chevrolet Tracker RS

Motor: 1.2 turbo Flex, 3 cilindros em linha, 12 válvulas

Potência: 133 cv (gasolina) / 139 cv (etanol) a 5.500 rpm

Torque: 21,4 kgfm (gasolina) / 22,4 kgfm (etanol) a 2.000 rpm

Câmbio: automático de 6 marchas

Direção: assistência elétrica

Tração: dianteira

Combustível: gasolina e etanol

Carroceria: SUV compacto de 5 lugares

Suspensão: dianteira, independente, tipo MacPherson, mola helicoidal, traseira, semi-independente, eixo de torção, e mola helicoidal

Sistema de freio: dianteiro, disco ventilado, traseiro, tambor, ABS+EBD

Rodas e pneus: liga leve de 17 polegadas com design exclusivo RS, 215/55 R17

Dimensões: 4,30 metros de comprimento, 1,79 metro de largura, 1,62 metro de altura, 2,57 metros de entre-eixos

Porta-malas: 393 litros

Tanque de combustível: 44 litros

Peso: 1.265 kg

Preço: de R$ 157 mil a R$ 180 mil, dependendo da concessionária e do Estado

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  • Publicado: 18/08/2026 13:29
  • Alterado: 18/08/2026 13:30
  • Autor: Daniel Dias Flashmotors
  • Fonte: ABCdoABC

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