Cesta básica cai 0,91% em julho em São Paulo
Valor médio do conjunto de alimentos essenciais recua na capital paulista impulsionado pela safra de inverno e queda na carne bovina.
- Publicado: 18/08/2026 11:34
- Alterado: 18/08/2026 11:34
- Autor: Thiago Antunes
A cesta básica ficou 0,91% mais barata na cidade de São Paulo durante o mês de julho. A pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em parceria com o Dieese, mostra que o custo médio passou de R$ 1.347,26 para R$ 1.335,04. O recuo reflete diretamente o barateamento da batata e da carne bovina nos supermercados.
A safra de inverno intensa e a melhora na produtividade no campo derrubaram os valores de hortifrútis. O preço médio da batata caiu 24,56%, recuando de R$ 10,87 para R$ 8,20 o quilo. “O resultado da intensa safra de inverno melhorou a produtividade e aumentou a oferta comercial nas gôndolas”, informaram os especialistas responsáveis pelo levantamento.
Os consumidores também encontram alívio nas proteínas de origem animal que integram a cesta básica. A carne de primeira apresentou redução de 5,67%, com o quilo passando de R$ 51,46 para R$ 48,54. O feijão carioquinha recuou 3,86%, sendo comercializado em média por R$ 8,96.
Preço da cebola sobe e pressiona cesta básica
Na contramão das quedas, a cebola registrou a maior alta do mês com salto de 13,36%, elevando o quilo de R$ 6,96 para R$ 7,89. O excesso de chuvas no início de julho desacelerou a colheita nas principais regiões produtoras. Produtores anteciparam a retirada do bulbo para aproveitar a alta, restringindo a disponibilidade do vegetal no atacado e no varejo.
O clima frio no campo afetou a bacia leiteira e diminuiu o ritmo de produção da matéria-prima. O leite UHT subiu 4,03%, atingindo a marca de R$ 5,68 o litro. Produtos industrializados seguiram a mesma tendência de encarecimento, com o extrato de tomate registrando elevação de 11,50% e o sabonete avançando 8,29%.
Comportamento dos setores e impacto financeiro
O levantamento monitora 39 itens essenciais e divide os produtos em três grandes grupos de consumo. O setor alimentício ajudou a conter a inflação local na capital paulista, enquanto os produtos de higiene pesaram no orçamento.
- O grupo Alimentação apresentou queda de 1,26% no período avaliado.
- O setor de Limpeza recuou 0,36% nas prateleiras.
- Os produtos de Higiene Pessoal tiveram alta de 2,45%.
- Do total de itens pesquisados, 21 apresentaram aumento de preço, 15 reduziram e três mantiveram estabilidade.
O cenário nos últimos 12 meses consolida variações extremas nas gôndolas paulistanas. A cebola acumula salto de 75,33% no acumulado anual, seguida pela batata com alta de 57,39% na mesma janela de tempo. Apesar do alívio mensal registrado em julho, a cesta básica encareceu 3,82% desde o início do ano.