Centro TEA Paulista supera 8 mil atendimentos em um ano
Equipamento do Governo de São Paulo amplia acolhimento a pessoas com autismo, fortalece apoio às famílias e inicia expansão para o interior do estado com nova unidade em Bauru
- Publicado: 24/06/2026 10:51
- Alterado: 24/06/2026 10:51
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: Agência SP
O Centro TEA Paulista, criado pelo Governo de São Paulo para ampliar o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ultrapassou a marca de 8 mil atendimentos desde sua inauguração, em junho de 2025. A unidade, localizada na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital, tornou-se referência no acolhimento de famílias, na capacitação de profissionais e no suporte aos municípios na formulação de políticas públicas voltadas à população autista.
As informações foram destacadas pelo secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, durante participação no videocast SP POD, da Agência SP.
Atendimento multidisciplinar e suporte às famílias
O Centro TEA Paulista reúne uma série de serviços especializados, incluindo orientação, atendimento multidisciplinar, atividades terapêuticas, suporte a familiares e cuidadores, além de ações voltadas à inclusão e ao desenvolvimento da autonomia das pessoas autistas.
Segundo o governo estadual, o equipamento foi estruturado para servir como ponto de referência para famílias que buscam informações, apoio e encaminhamento aos serviços disponíveis na rede pública.
O acolhimento às famílias é uma das principais frentes de atuação do centro, especialmente para mães atípicas e cuidadores que enfrentam desafios após o diagnóstico do transtorno. O espaço oferece salas de escuta, encontros entre familiares e atividades voltadas à troca de experiências.
Expansão leva atendimento especializado ao interior
A rede de atendimento começou a ser ampliada para outras regiões do estado. Nesta semana, foi inaugurada em Bauru a primeira unidade regional do Centro TEA Paulista, iniciativa que busca descentralizar os serviços e ampliar o acesso ao atendimento especializado fora da capital.
A nova estrutura oferecerá orientação para famílias, capacitação de profissionais e apoio aos municípios na construção de políticas públicas voltadas às pessoas com autismo.
Quatro pilares orientam atuação do centro
De acordo com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Centro TEA Paulista foi desenvolvido com base em quatro eixos principais: acolhimento, pesquisa, apoio aos municípios e qualificação profissional.
Além do atendimento direto à população, o espaço mantém parcerias com universidades para o desenvolvimento de estudos sobre o autismo e oferece suporte técnico a gestores públicos interessados em ampliar as políticas de inclusão.
A unidade também abriga o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência, responsável por fornecer orientações sobre direitos, benefícios, programas sociais e assistência psicológica, jurídica e social.
Serviço funciona 24 horas por dia
Um dos diferenciais do Centro TEA Paulista é o funcionamento ininterrupto. O serviço permanece disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Durante a noite, entre 18h e 8h, o atendimento é realizado por meio de teleatendimento. Aos finais de semana e feriados, o suporte remoto continua disponível sem interrupções, garantindo acesso a orientações e acolhimento para pessoas com TEA, familiares e cuidadores.
Capacitação profissional já alcançou 20 mil estudantes
A formação de profissionais especializados também integra as ações do programa. Em parceria com instituições públicas de ensino superior, o governo estadual implantou uma disciplina voltada à inclusão e ao atendimento de pessoas com deficiência e autistas.
A iniciativa é oferecida em universidades como USP, Unesp, Unicamp e Univesp. Segundo a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, cerca de 20 mil estudantes já participaram da formação, que prioriza alunos em fase final de graduação para ampliar a qualificação dos futuros profissionais que ingressam no mercado de trabalho.
A expectativa do governo é fortalecer a rede de atendimento e ampliar a inclusão social das pessoas com deficiência por meio da formação de profissionais mais preparados para atuar na área.