Casares processa Meta e cobra indenização por danos morais
Ex-presidente do São Paulo alega ter sofrido danos morais após ficar cinco meses sem acesso ao perfil; defesa afirma que número de seguidores caiu de 600 mil para 562 mil durante o período.
- Publicado: 16/10/2026 22:50
- Alterado: 16/10/2026 22:50
- Autor: Redação
Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, entrou na Justiça contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, e pede indenização por danos morais após ter sua conta na rede social desativada por cinco meses. O dirigente conseguiu uma liminar para recuperar o acesso ao perfil e agora busca reparação pelos prejuízos que afirma ter sofrido.
Segundo a defesa, a desativação ocorreu após denúncias que Casares considera infundadas e articuladas por terceiros. Ele afirma que tentou resolver a situação diretamente com a plataforma, mas não conseguiu restabelecer a conta pelos canais de atendimento.
Casares aponta prejuízo à imagem

De acordo com o processo, o perfil do ex-presidente tinha aproximadamente 600 mil seguidores antes da desativação. Durante o período sem acesso, o número caiu para cerca de 562 mil.
A defesa sustenta que o episódio ultrapassou um simples transtorno e afetou a presença digital, o alcance profissional e a reputação construída por Casares ao longo dos anos.
O ex-dirigente argumenta que a interrupção comprometeu um canal importante de comunicação pública. Com a liminar concedida pela Justiça, ele conseguiu recuperar a conta e passou a buscar uma compensação financeira pelos danos alegados.
Crise política marcou saída do São Paulo
Casares deixou a presidência do São Paulo após uma crise envolvendo suspeitas investigadas pelo Ministério Público. O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios relacionados a um suposto esquema de venda de ingressos para um show de Shakira no Morumbi.
As investigações também envolveram movimentações financeiras, saques em espécie, depósitos e negociações das categorias de base. Casares sofreu impeachment e, posteriormente, teve sua expulsão do quadro associativo confirmada pelo Conselho Deliberativo.
Além disso, o ex-presidente passou a contestar judicialmente a decisão do clube e a cobrança de valores relacionados a saques não explicados e despesas com cartão corporativo.