Candidato à presidência do São Paulo apresenta plano de gestão para 2027-2029

Os primeiros 100 dias serão dedicados a auditorias financeira, fiscal, administrativa e de tecnologia, com prioridade para os contratos de longo prazo e suas garantias

Candidato à presidência do São Paulo apresenta plano de gestão para 2027-2029

Crédito: Divulgação

Marcelo Portugal Gouvêa, o Marcelinho, o primeiro candidato oficial à presidência do São Paulo, apresentou na noite desta terça-feira (6) seu plano de gestão sob o lema “São Paulo de Volta”. A chapa é apoiada pelos grupos políticos Salve o Tricolor Paulista, Novo São Paulo e Força São Paulo.

O diagnóstico

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Marcelinho fez um diagnóstico duro da situação do clube, mas evitou promessas mirabolantes. “O São Paulo viveu um processo de destruição e carregou escândalos. Com um estrago enorme, mas ainda não irreversível. Assumo o compromisso sabendo da missão”, declarou.

Ele afirmou ter um plano de recuperação e foi direto sobre o que pretende: “Não prometo milagre. Prometo encarar os problemas de frente, gastar menos e melhor, com mais profissionalismo e honestidade.”

Os três pilares

O plano de gestão se apoia em três pilares. O primeiro é a reestruturação financeira: reorganizar a dívida e disciplinar as despesas para recuperar a capacidade de investir e de pagar. O segundo é a reforma administrativa: substituir o modelo atual de gestão por uma diretoria executiva profissional, com metas e cobrança por desempenho. O terceiro é uma cultura inegociável de responsabilidade, em que cada decisão considere seu impacto financeiro, esportivo e institucional.

Os primeiros 100 dias

Os primeiros 100 dias serão dedicados a auditorias financeira, fiscal, administrativa e de tecnologia, com prioridade para os contratos de longo prazo e suas garantias. Os trabalhos serão coordenados por um CEO contratado no mercado, com auxílio de profissional com experiência em reestruturação.

Finanças e futebol

Entre as metas financeiras estão renegociar a dívida bancária, trocando dívida curta e cara por dívida longa, com prazo mínimo de quatro anos e carência de pelo menos 18 meses. No futebol, a meta é reduzir a folha salarial a um patamar compatível com a receita, sem abrir mão da ambição. A formação de atletas será o centro do projeto esportivo, com integração obrigatória entre Barra Funda e Cotia.

O que está em jogo

A eleição está prevista para a primeira quinzena de dezembro e definirá o comando do clube para o triênio 2027-2029. O próximo presidente herdará uma dívida superior a R$ 1 bilhão, salários e direitos de imagem atrasados, além de um ambiente político dividido. Com a desistência de Adilson Monteiro Alves, a situação ainda não tem candidato definido. Marcelinho larga na frente como o primeiro nome oficial da disputa.

  • Publicado: 07/10/2026 10:49
  • Alterado: 07/10/2026 10:49
  • Autor: Redação