Campanha de Flávio Bolsonaro ataca prorrogação de voto
A cúpula de Flávio Bolsonaro critica prorrogação de votação pelo STF e aliados levantam suspeitas sem provas sobre a apuração eleitoral
- Publicado: 25/10/2026 19:55
- Alterado: 25/10/2026 19:55
- Autor: Gabriel de Jesus
A coordenação política da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus principais aliados parlamentares criticaram a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu a extensão do horário de encerramento da votação neste domingo (25). A medida cautelar foi concedida após representações apontarem gargalos operacionais no transporte público de grandes capitais, desencadeando manifestações de descontentamento por parte do grupo governista.
O coordenador da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), utilizou plataformas digitais para classificar o posicionamento judicial como excessivo e prejudicial à normalidade do pleito:
“Espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia.”
Reações de aliados e discursos da base de Flávio Bolsonaro

As declarações de Marinho foram acompanhadas por uma mobilização intensa de congressistas alinhados à candidatura de Flávio Bolsonaro. Parlamentares sustentaram discursos questionando a legitimidade do ajuste processual, embora a própria equipe jurídica de Flávio tenha protocolado solicitações semelhantes ao longo do dia para estender o prazo em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina castigados por tempestades.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou os critérios da extensão em manifestação pública e insinuou contestações jurídicas caso o resultado final das urnas divirja das projeções preliminares:
“Estão fazendo isso para criar narrativa de golpe. Só estão esperando isso acontecer, Flávio ganhar, para falar que é golpe por todos os cantos. Se a gente perder, pode ter certeza que essa prorrogação ajudou somente um time.”
Em transmissões ao vivo realizadas a partir do exterior, ex-parlamentares e apoiadores próximos voltaram a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, sem apresentar provas ou elementos factuais que comprovem irregularidades nas urnas. O influenciador Pablo Marçal e o pastor Silas Malafaia também divulgaram mensagens de tom crítico contra a intervenção da Corte constitucional.
Movimentação do PL e monitoramento nas seções
No Congresso Nacional, congressistas como Marcel van Hattem (Novo-RS) e Gustavo Gayer (PL-GO) anunciaram a intenção de articular requerimentos de impeachment contra Zanin. As acusações contrastam com o procedimento padrão da Justiça Eleitoral, adotado historicamente em episódios em que eleitores encontram entraves comprovados para acessar seus locais de votação.
Paralelamente às críticas públicas, a legenda que apoia Flávio Bolsonaro determinou o retorno emergencial de seus fiscais credenciados às seções eleitorais:
“É necessário que todos os fiscais do PL retornem imediatamente aos seus postos e permaneçam atentos até o encerramento da votação e a emissão do boletim de urna.”
A cúpula de Flávio Bolsonaro instruiu sua rede de delegados partidários a registrar em ata qualquer intercorrência operacional observada nas mesas receptoras. A Justiça Eleitoral reforça que a apuração é pública, auditável e transmitida em tempo real pelos canais oficiais após a totalização dos votos de cada seção.