CACB pede correção do Simples Nacional ainda em 2026

Entidade reconhece avanço para os MEIs, mas pressiona parlamentares pela correção imediata das demais faixas de faturamento ainda este ano.

CACB pede correção do Simples Nacional ainda em 2026

Crédito: Marcello Casal Jr - Agência Brasil

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) divulgou um manifesto nesta quinta-feira (15) cobrando a Câmara dos Deputados pela atualização imediata das faixas do Simples Nacional. O pedido visa incluir as micro e pequenas empresas nas correções de teto de faturamento ainda em 2026.

Os parlamentares aprovaram na quarta-feira (14) apenas o reajuste para os microempreendedores individuais (MEI). O presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, assina o documento que classifica o fatiamento da pauta como prejudicial ao setor produtivo nacional.

Simples Nacional esbarra em acordo quebrado

O texto da confederação expõe uma falha nas negociações com a presidência da Casa. A promessa original envolvia a votação conjunta de todos os projetos que atualizam as tabelas do Simples Nacional, sem distinção de porte empresarial.

“Em 14 de outubro, a onze dias do segundo turno, foi aprovado apenas o texto que tratou do MEI, enquanto o regime de milhões de micro e pequenas empresas ficou para depois”, destacou o manifesto oficial da entidade.

Dirigentes comerciais apontam que adiar a votação penaliza a espinha dorsal da economia do país. A defasagem dos limites frente ao cenário inflacionário estrangula o caixa e o planejamento dos pequenos negócios.

“Contudo, é moral e economicamente inaceitável que uma causa tão justa seja usada para adiar, mais uma vez, a atualização das demais faixas”, criticou Cotait Neto na carta encaminhada aos parlamentares.

Pressão nos estados e risco de demissões

O deputado Hugo Motta firmou um compromisso público de recolocar o tema em discussão antes do encerramento do ano legislativo. A CACB acionou suas federações para garantir o cumprimento desse prazo e evitar o arquivamento do projeto.

Um boletim técnico publicado pela organização detalha os impactos práticos da inércia legislativa. O material alerta que a alta da inflação combinada à redução da escala de trabalho afetará diretamente as empresas de menor porte, caso o congelamento das tabelas seja mantido.

Associações comerciais agora articulam uma ofensiva regional para pressionar os deputados em suas bases eleitorais. O objetivo central é forçar a entrada da correção do Simples Nacional na pauta de votações do plenário nas próximas semanas.

Thiago Antunes

  • Publicado: 15/10/2026 16:33
  • Alterado: 15/10/2026 16:34
  • Autor: Thiago Antunes