Brasil atinge marca de 62,8 milhões no trabalho formal
Brasil alcança 62,8 milhões de postos com avanço do trabalho formal impulsionado pelo setor de serviços e maior entrada de mulheres
- Publicado: 13/08/2026 18:24
- Alterado: 13/08/2026 18:24
- Autor: Gabriel de Jesus
O mercado de trabalho brasileiro atingiu um marco expressivo no estoque de postos com carteira assinada e estatutários. De janeiro de 2023 a junho de 2026, o país registrou a criação acumulada de 10.100.342 novos vínculos, o que representa uma expansão de 19,1% no período. Com este avanço, o estoque total de vagas no trabalho formal alcançou a marca de 62.891.209 profissionais ocupados no encerramento do primeiro semestre de 2026.
Os indicadores foram apresentados oficialmente nesta quinta-feira (13/08) durante cerimônia realizada no Ministério do Trabalho e Emprego, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento é proveniente da RAIS Mensal referente ao mês de junho.
Desempenho do trabalho formal e contratações CLT
Dentro do panorama geral das contratações, os empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), incluindo os temporários, foram os principais responsáveis pelo crescimento do trabalho formal no setor privado. Esta modalidade somou 4,75 milhões de novos postos entre janeiro de 2023 e junho de 2026, saltando de 43,4 milhões para 48,15 milhões de vínculos ativos.
Apenas nos primeiros seis meses de 2026, a expansão das vagas privadas via CLT e temporários adicionou 919.621 postos à economia. Já no setor público, a presença de agentes estatais cresceu 11,9% na primeira metade de 2026, passando de 12,79 milhões no fim de 2025 para 14,31 milhões em junho deste ano. Outros vínculos menores — como avulsos, cedidos e dirigentes sindicais — tiveram expansão de 6,3%, totalizando 429 mil trabalhadores.
Setor de serviços lidera avanço dos empregos
No recorte por atividades econômicas, a prestação de serviços se consolidou como o principal vetor do trabalho formal brasileiro. O setor acumulou alta absoluta de 28,3%, gerando 8,45 milhões de postos. Com isso, os serviços passaram a responder por 60,8% de todas as vagas formais do país, somando 38,26 milhões de profissionais.
A Indústria também sustentou ritmo positivo, registrando a adição de 832 mil vínculos no período analisado e alcançando o total de 9,15 milhões de ocupações formais. A Construção Civil avançou 13,3%, elevando seu estoque para 3,04 milhões. Por fim, o Comércio alcançou 10,54 milhões de trabalhadores contratados e a Agropecuária atingiu 1,86 milhão.
Perfil demográfico e inclusão no trabalho formal
A participação feminina demonstrou aceleração superior à masculina no acesso ao trabalho formal. O volume de mulheres com carteira assinada ou em cargos públicos subiu 25% (5,36 milhões de novas contratadas), passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões. Entre os homens, o crescimento foi de 14,5%. Com isso, a representatividade das mulheres na força de trabalho formal atingiu 46,4%.
Sob a ótica da escolaridade e faixa etária, trabalhadores com ensino médio completo foram o grupo com maior absorção quantitativa, acumulando 33,70 milhões de empregados. Em termos proporcionais de idade, o destaque ficou com a inclusão da população idosa: o número de profissionais com 65 anos ou mais no trabalho formal registrou expansão de 73,6%, passando de 993 mil para 1,64 milhão de pessoas ocupadas.
Nas regiões do país, o Sudeste liderou a geração em termos absolutos, com a criação de 3,78 milhões de postos, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões. São Paulo figurou como o estado com maior número de vagas abertas no período acumulado, somando 1,64 milhão de novos trabalhadores inseridos no trabalho formal.