Plataforma de autoexclusão em Bets supera 1 milhão de usuários
Dados do Ministério da Fazenda mostram aumento na procura por bloqueio voluntário de acesso às Bets no Brasil
- Publicado: 23/07/2026 17:37
- Alterado: 23/07/2026 17:39
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Agência Brasil
Mesmo com a forte presença de anúncios de plataformas de Bets nas transmissões da Copa do Mundo, o Brasil registrou um aumento expressivo no número de pessoas que decidiram bloquear o próprio acesso aos sites de apostas online.
A ferramenta de autoexclusão, criada pelo governo federal e disponibilizada em dezembro do ano passado, permite que o cidadão cadastre o CPF para impedir, de forma simultânea, o uso em todas as plataformas de apostas legalizadas no país.
Segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, nas duas primeiras semanas da competição, a média diária de solicitações para bloqueio do CPF em Bets cresceu quase sete vezes em comparação com o período anterior.
Entre os dias 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão contabilizou 17.866 pedidos por dia. Na primeira quinzena de maio, a média havia sido de 2.594 solicitações diárias.
Após o processamento, o cadastro impede que o usuário utilize o próprio CPF para realizar apostas nas Bets autorizadas a operar legalmente no Brasil. Desde que a plataforma entrou em funcionamento, mais de 1 milhão de pessoas já aderiram ao serviço.
Motivos para a autoexclusão mudaram durante o torneio

O levantamento da Secretaria de Prêmios e Apostas também apontou uma mudança no perfil das justificativas apresentadas pelos usuários.
Em maio, o principal motivo para solicitar o bloqueio era a perda de controle sobre o jogo, razão informada por 43% dos cadastrados. Já nas duas primeiras semanas da Copa do Mundo, a prevenção do uso dos dados pessoais em plataformas de apostas passou a liderar as justificativas, sendo mencionada por 29,5% dos solicitantes. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%.
Como funciona o bloqueio nas Bets
Para aderir à autoexclusão, o usuário precisa informar seus dados pessoais na plataforma oficial e escolher se deseja bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período determinado, que pode variar de um a 12 meses.
Atendimento gratuito pelo SUS
Além da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, o governo também disponibiliza uma iniciativa voltada ao tratamento da compulsão por apostas. O atendimento é realizado gratuitamente por meio de teleatendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o suporte para pessoas que enfrentam problemas relacionados às Bets.