Arma de Jair Bolsonaro é apreendida durante blitz no DF

Durante uma blitz no DF, policiais apreenderam arma de Jair Bolsonaro que estava em posse de Estácio Leite da Silva Filho

Crédito: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Uma arma registrada em Jair Bolsonaro foi apreendida nesta segunda-feira (15) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em uma ocorrência que passou a ser investigada e motivou questionamentos do Supremo Tribunal Federal (STF).

A pistola Glock calibre 9 mm e um carregador estavam em posse de um militar identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que afirmou integrar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), informação negada pelo órgão.

STF cobra explicações sobre armamento

O caso levou o STF a exigir esclarecimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes determinou prazo de 24 horas para que a defesa explique a origem e a manutenção da arma, além do pedido de reparo no equipamento.

Segundo a decisão, a propriedade do armamento foi confirmada por consulta ao sistema do Exército Brasileiro, o que reforçou a necessidade de apuração.

Abordagem durante blitz e versão apresentada

Durante a abordagem, o militar relatou que transportava o armamento para manutenção após uma suposta falha mecânica. Ele afirmou ainda que a arma teria sido entregue a pedido de Jair Bolsonaro para reparos, com previsão de devolução posterior.

O policial responsável pela ocorrência relatou que a pistola foi encontrada no assoalho de um veículo oficial e que o motorista fechou o vidro de forma repentina ao perceber a ação policial. Em seguida, o condutor teria informado inicialmente que a arma constava em seu registro funcional, o que não foi confirmado.

Posicionamentos e investigações

A Polícia Militar informou que o veículo foi encaminhado à delegacia após a localização de uma segunda arma sem documentação regular. O militar afirmou que o armamento pertenceria a terceiro e não apresentou registros que justificassem sua posse.

O Gabinete de Segurança Institucional negou vínculo funcional com o envolvido e reforçou que não atua na segurança de ex-presidentes.

Interpretações jurídicas e medidas judiciais

Especialistas apontam que o caso pode ter implicações jurídicas relacionadas ao cumprimento de medidas judiciais e às restrições impostas ao regime de prisão domiciliar.

O STF já analisa eventuais descumprimentos das condições estabelecidas, o que pode influenciar a manutenção ou revisão do regime atual do ex-mandatário.

  • Publicado: 16/06/2026 15:26
  • Alterado: 16/06/2026 18:36
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: FOLHAPRESS