Arena Fonte Nova terá espaço inclusivo para pessoas autistas
A nova área adaptada oferece estrutura sensorial e profissionais especializados para acolher pessoas com TEA durante os eventos esportivos.
- Publicado: 18/10/2026 11:14
- Alterado: 18/10/2026 11:14
- Autor: Thiago Antunes
A Arena Fonte Nova anunciou a criação de um setor exclusivo para torcedores com Transtorno do Espectro Autista (TEA), chamado Arena TEA. O espaço permitirá que pessoas autistas e seus familiares acompanhem partidas e eventos com suporte especializado. A inauguração oficial ocorrerá no início da temporada de jogos de 2027.
A iniciativa integra a agenda social da Arena Fonte Nova, que realiza eventos-teste para ajustar os protocolos de funcionamento. O acesso ao local exigirá a compra de um ingresso específico.
“Com infraestrutura adaptada e o apoio necessário, queremos ampliar as possibilidades de participação das pessoas autistas, contribuindo para superar preconceitos e barreiras”, afirma Alexandre Gonzaga, presidente da instituição.
Estrutura adaptada na Arena Fonte Nova
O ambiente foi projetado com base em neuroarquitetura e normas rígidas de acessibilidade estrutural. O setor possui isolamento acústico, cores claras e layout setorizado para facilitar a leitura espacial dos frequentadores.
Uma equipe do Instituto Vivência fornecerá o suporte técnico aos visitantes nos dias de jogos. Os profissionais possuem formação no sistema de gerenciamento de crises PCM, garantindo amparo adequado ao público neurodivergente.
Sala Calma e capacitação

O complexo esportivo construiu uma Sala Calma anexa à nova área. O espaço serve para a regulação de comportamentos desafiadores e oferece a redução de estímulos externos em situações de sobrecarga sensorial.
“Todo o ambiente foi projetado para acolher as particularidades e fornecer uma vivência empática em todos os aspectos”, ressalta Débora Moreira, diretora do Instituto Vivência.
A administração capacitou mais de 200 pessoas da operação de jogos, como brigadistas e orientadores. A Arena Fonte Nova também realizou treinamentos abertos para cuidadores familiares sobre direitos e rotinas de atendimento.
“Contamos com a colaboração de instituições de referência, profissionais de saúde e torcidas organizadas TEA para construir soluções que atendam às reais necessidades desse público”, explica Thaise Muniz, gerente de ESG do complexo.
O projeto consolida uma demanda histórica de frequentadores neuroatípicos. A expectativa é que o novo padrão de acolhimento adotado pela Arena Fonte Nova sirva de referência imediata para outros estádios no país.