158 mil imóveis em SP seguem sem luz após apagão

Concessionária alega dificuldades climáticas históricas enquanto Justiça estipula multa pesada.

158 mil imóveis em SP seguem sem luz após apagão

Crédito: Reprodução

Neste domingo (14), os reflexos do temporal que atingiu a região Sudeste ainda são sentidos por milhares de moradores. Quatro dias após a tempestade, o apagão em São Paulo mantém 158.818 imóveis sem eletricidade. A Enel, concessionária responsável, justifica a lentidão no reparo citando as condições meteorológicas adversas, classificadas como as mais severas desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O evento climático extremo teve início na quarta-feira, 10, mas seus efeitos começaram a se intensificar ainda no dia 9. Um ciclone extratropical gerou ventos superiores a 70 km/h, com rajadas que alcançaram a marca de 98 km/h. A força do fenômeno causou um massivo apagão em São Paulo, interrompendo o fornecimento para mais de 2,2 milhões de clientes. Na última sexta-feira, o número de unidades sem serviço ainda era de 700 mil.

Impactos na Infraestrutura e Serviços

A Enel comunicou que mobilizou 1.800 equipes para trabalhar na reconstrução da rede danificada pelo apagão em São Paulo. No entanto, a complexidade dos danos causados pelo vendaval impôs barreiras significativas ao avanço dos trabalhos técnicos em campo.

Os transtornos ultrapassaram a esfera residencial. O apagão em São Paulo gerou caos logístico, afetando a operação dos aeroportos da capital e provocando o cancelamento de centenas de voos. Paralelamente, o Corpo de Bombeiros atendeu a mais de 1.400 chamados referentes a quedas de árvores na região metropolitana apenas no dia da tempestade.

Outro serviço essencial prejudicado pelo apagão em São Paulo foi o abastecimento de água. A Sabesp relatou que a falta de eletricidade comprometeu o funcionamento das bombas, dificultando a distribuição em diversos bairros da cidade.

Determinação da Justiça

Diante da gravidade e da persistência do apagão em São Paulo, o Judiciário interveio. Acolhendo uma ação civil movida pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, a Justiça determinou na sexta-feira que a Enel restabeleça a energia em até 12 horas. Caso a concessionária descumpra a ordem, será aplicada uma multa de R$ 200 mil por hora de atraso.

  • Publicado: 14/12/2025 10:30
  • Alterado: 14/12/2025 10:30
  • Autor: Redação