Anvisa proíbe 12 produtos de limpeza; veja quais marcas
A agência reguladora determinou o recolhimento imediato de alvejantes e tira-manchas comercializados sem autorização de funcionamento.
- Publicado: 14/08/2026 07:33
- Alterado: 14/08/2026 07:33
- Autor: Thiago Antunes
A Anvisa proibiu a fabricação, distribuição e venda de 12 produtos de limpeza irregulares que circulavam no Brasil. A agência publicou a resolução nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União, determinando a suspensão imediata de todas as marcas envolvidas.
A medida atinge diretamente sete marcas de soluções à base de percarbonato de sódio. Esses itens químicos costumam atuar na remoção profunda de manchas em tecidos. As fabricantes não possuíam autorização de funcionamento para operar no setor.
Falta de registro significa ausência do controle sanitário exigido para formulações químicas. O consumidor fica sem garantias sobre a segurança e a real concentração das substâncias presentes nas embalagens.
Lista de marcas barradas pela Anvisa
A resolução da Anvisa ordenou o recolhimento de todos os lotes das fabricantes listadas abaixo. O órgão sanitário também vetou qualquer tipo de campanha publicitária envolvendo as mercadorias clandestinas.
- Oxypur, da Quimpack
- Percarbonato de Sódio, da Los Chefs
- Alvejante Natural Multiuso, da Nova Fórmula
- Percarbonato de Sódio, da Vong Home
- Percarbonato de Sódio, da Nativa
- Boa Alvejante Percarbonato de Sódio em Pó
- Percarbonato Plus, da ANS Agrária
- Yta Clean
- Alvejante Tira Manchas, da Amigos Distribuidora
- Percarbonato de Sódio, da Oxgen
- Tira Manchas, da FV Group
- Percarbonato Top Brilho
O papel do percarbonato de sódio nas fórmulas
Grande parte dos itens suspensos utiliza o percarbonato de sódio como princípio ativo. O composto ganhou extrema popularidade no TikTok através de vídeos sobre faxina doméstica e truques rápidos de clareamento de roupas.
Essa substância química funciona como um oxigênio ativo alternativo aos alvejantes tradicionais. O componente não representa perigo imediato quando manipulado nas concentrações adequadas por indústrias devidamente certificadas.
O risco apontado pela Anvisa envolve exclusivamente a origem clandestina dessas mercadorias. Sem fiscalização estatal, laboratórios irregulares podem adulterar as fórmulas e colocar a saúde das famílias em perigo durante o uso doméstico.