Alcolumbre defende Jaques Wagner e critica decisões judiciais

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre afirma que advocacia da Casa vai acionar o STF para proteger prerrogativas do senador Jaques Wagner.

Crédito: Senado/Divulgação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu publicamente o senador Jaques Wagner (PT-BA) e criticou o que chamou de “criminalização da política”. Em pronunciamento, o parlamentar anunciou que a advocacia do Senado entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para preservar o mandato do petista, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

“A advocacia do Senado Federal está preparando todas as peças jurídicas para que a instituição Senado da República ingresse como parte nesta ação, solicitando ao Judiciário brasileiro para que possa restabelecer o bom e efetivo exercício do mandato de sua excelência”, declarou Alcolumbre.

Defesa das prerrogativas parlamentares

A manifestação de Alcolumbre ocorre após Wagner se tornar alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF. A investigação apura supostas vantagens indevidas recebidas de ex-gestores do Banco Master. Por conta do episódio, o senador baiano deixou a liderança do governo no Senado.

Segundo o presidente da Casa, determinadas decisões judiciais têm sufocado a atividade legislativa. O foco do Senado será reverter supostas restrições ao uso de verbas indenizatórias por parte de Wagner, fundamentais para a manutenção de escritórios políticos e serviços de comunicação.

Impasse sobre restrições financeiras

Embora a decisão pública do ministro André Mendonça não mencione o bloqueio de verbas parlamentares, Alcolumbre insistiu na tribuna que o mandato de Wagner foi desestabilizado.

Durante a operação da PF, foram apreendidos cerca de R$ 471 mil em moedas estrangeiras (dólares e euros) em endereços ligados a Wagner. O senador baiano justificou que os valores correspondem a diárias acumuladas de missões oficiais internacionais e reafirmou sua inocência, destacando que não é réu nem foi denunciado.

Críticas à “criminalização da política”

O movimento do presidente do Senado marca também uma aproximação política. Alcolumbre revelou ter conversado diretamente com Wagner para prestar solidariedade, superando um rompimento político que durava meses.

Em tom enfático, Alcolumbre argumentou que o atual cenário nacional adota um tom punitivo antecipado que prejudica a imagem dos parlamentares perante a opinião pública antes mesmo do julgamento definitivo.

“Não está correto a criminalização da política brasileira. Não sei a quem interessa criminalizar a política brasileira. Não é a democracia e nem ao Brasil, isso tenho certeza absoluta”, concluiu o presidente da Casa.

  • Publicado: 30/06/2026 20:58
  • Alterado: 30/06/2026 20:58
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: FolhaPress