Adobe conclui compra da Topaz Labse amplia uso de IA
Aposta da Adobe busca democratizar recursos profissionais para 20 milhões de criadores de conteúdo no Brasil com integração ao Creative Cloud
- Publicado: 19/10/2026 10:47
- Alterado: 19/10/2026 10:47
- Autor: Daniela Ferreira
A Adobe anunciou a conclusão da aquisição da Topaz Labs, empresa de destaque no desenvolvimento de inteligência artificial voltada para o aprimoramento de vídeos e imagens. Conforme apurou o Jornal SBC, a transação foi finalizada no fim de setembro de 2026 e incorpora ao portfólio da multinacional uma tecnologia premiada com o Emmy, ampliando o acesso a ferramentas profissionais de edição para criadores e empresas do Brasil e da América Latina.
Tecnologia da Topaz Labs e integração ao ecossistema Adobe
Com mais de duas décadas de atuação no mercado, a Topaz Labs construiu relevância global ao criar modelos proprietários capazes de realizar aumento de resolução (upscaling), otimização de nitidez, redução de ruído, estabilização e interpolação de quadros sem comprometer a aparência natural dos arquivos.
Algumas dessas ferramentas já foram integradas aos ecossistemas do Adobe Firefly e do Photoshop, com previsão de expansão contínua para outros aplicativos da Creative Cloud da Adobe.

O country manager de Creativity & Productivity da Adobe, Rodrigo Arndt, destacou a importância do investimento para o ecossistema criativo:
“A aquisição é reflexo do nosso compromisso de ampliar o investimento em IA e oferecer modelos avançados integrados às ferramentas já utilizadas por usuários e profissionais. Por meio dessa tecnologia, expandimos as possibilidades de times para o desenvolvimento e aprimoramento de imagens, vídeos e conteúdos baseados em inteligência artificial”, afirmou Arndt.
Processamento local e democratização no mercado latino-americano
Um dos grandes avanços trazidos pela compra é a tecnologia Neurostream, desenvolvida pela Topaz Labs. O sistema permite rodar modelos complexos de inteligência artificial localmente em computadores convencionais, equipados com GPUs simples, ou por meio de processamento na nuvem. A inovação elimina a exigência de hardware de altíssimo custo para a edição de materiais audiovisuais em alta definição.
A medida ganha relevância no mercado brasileiro, que reúne cerca de 20 milhões de criadores de conteúdo, de acordo com levantamento da FGV ECMI. A pesquisa aponta que 44% desse público já utiliza inteligência artificial em suas rotinas criativas.

Além disso, dados do estudo Creators Toolkit 2026 mostram que quase 90% dos criadores produzem conteúdos a partir de smartphones, tornando os recursos de restauração fundamentais para transformar gravações móveis em materiais de padrão profissional.
Rodrigo Arndt ressaltou o impacto direto da novidade para o setor produtivo regional:
“A América Latina tem uma produção criativa enorme e muito diversa, mas boa parte dela é feita com recursos limitados. Levar modelos de IA de nível profissional para o computador que o criador já tem é uma forma concreta de democratizar o acesso à tecnologia e ampliar o que esses profissionais conseguem entregar”, concluiu o executivo.