A Chave do Labirinto estreia no Sesc Vila Mariana
Com texto e atuação de Regina França, peça A Chave do Labirinto reinventa o mito do Minotauro em canavial brasileiro aos domingos no Sesc Vila Mariana
- Publicado: 02/11/2026 08:57
- Alterado: 02/11/2026 08:57
- Autor: Daniela Ferreira
A lenda clássica de Teseu e o Minotauro ganha uma releitura poética ambientada no interior paulista com a estreia da peça infantil “A Chave do Labirinto“, em cartaz no auditório do Sesc Vila Mariana. Idealizado, escrito e protagonizado pela atriz Regina França, o espetáculo realiza apresentações aos domingos, às 16h30, com temporada até 13 de dezembro de 2026.
Na trama, um menino se perde em meio a um canavial e passa a acreditar que adentrou um verdadeiro labirinto grego. Em vez de perseguir a criatura mítica com intenção de combate bélico, o jovem Teseu busca compreender as razões pelas quais o habitante subterrâneo é apontado por todos como uma figura má.
A dramaturgia foi construída a partir das memórias de infância e juventude de Regina em uma fazenda familiar, cruzando o universo rural tradicional com o panteão mitológico clássico. Na narrativa cênica, personagens históricos surgem remodelados pelo olhar pueril: o filósofo Sócrates ecoa os ensinamentos de um peão que o ensinava a montar cavalos, enquanto a Pitonisa assemelha-se a uma benzedeira do sítio.

Ao se deparar com a dor do Minotauro, confinado e privado da visão do oceano, a criança utiliza um giz mágico presenteado por Ariadne para desenhar asas na criatura e conduzi-la até a praia, substituindo a violência pela empatia. Conforme contextualiza o próprio texto original da autora.
“Ele era muito curioso e gostava de desafios fantásticos, enigmas, jogos e… Labirintos. Encantado com aventuras fantásticas, logo se apaixonou pelas histórias da mitologia grega, e vivia discutindo com todo mundo, porque tinha a mania de querer mudar tudo, e não poderia ser diferente com o mito do Minotauro.”
Estética de livro pop-up e livro infantil
A concepção visual e cênica foi estruturada pelo diretor Paulo Rogério Lopes sob a lógica de um grande livro tridimensional animado (pop-up) que se desdobra diante da plateia. Do volume de papel emergem cavalos, deuses e adereços cenográficos manipulados em cena pelos atores Claudemir Santana e Dudda Pecego, acompanhados de Julia Oliveira Tavares, enquanto Regina França atua no centro vocal e narrativo da obra.

O figurino concebido por Cláudia Schapira recebeu intervenções manuais da própria atriz, que pintou calçados, bonés e vestimentas, dialogando com a iluminação e cenografia de Juliana Augusta Vieira e a trilha musical de Bruno Serroni. Reconhecida por sua trajetória de mais de 40 peças no teatro adulto e pela parceria de duas décadas com Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas no Teatro Promíscuo, além de trabalhos com Gabriel Villela, Regina assina sua primeira criação voltada à infância.
A dramaturgia expandiu-se também para a literatura com o lançamento do livro infantil homônimo, assinado pela autora com ilustrações de Bel Galvanese. Após encerrar as apresentações na Vila Mariana, a peça já tem temporada confirmada na capital entre 10 e 30 de janeiro de 2027, no palco do Sesc Santo Amaro.
Serviço:
- Temporada: De 1º de novembro a 13 de dezembro de 2026 (domingos, às 16h30)
- Local: Sesc Vila Mariana (Auditório)
- Endereço: Rua Pelotas, 141 — Vila Mariana, São Paulo/SP (próximo à estação Ana Rosa do Metrô)
- Duração: 50 minutos
- Classificação Indicativa: Livre
- Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12,00 (Credencial Plena)
- Vendas: Portal sescsp.org.br, aplicativo Credencial Sesc SP e bilheterias físicas das unidades do Sesc
- Acessibilidade: Audiodescrição em 29 de novembro; interpretação em Libras em 29 de novembro e 6 de dezembro
- Estacionamento no Local: 125 vagas (R$ 10 a primeira hora para Credencial Plena; R$ 20 para demais frequentadores) | Paraciclo com 16 vagas gratuitas
- Temporada Futura: De 10 a 30 de janeiro de 2027 no Sesc Santo Amaro