Hamas devolve corpos que diz ser de 4 reféns israelenses
O ato desta quarta-feira foi desprovido das cerimônias previamente observadas, marcando a última entrega de reféns na primeira fase da trégua.
- Data: 26/02/2025 22:02
- Alterado: 26/02/2025 22:02
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Assessoria
Na noite desta quarta-feira, 26 de outubro, o grupo terrorista Hamas fez a entrega de corpos que afirma serem dos reféns israelenses Tsahi Idan, Ohad Yahalomi, Itzik Elgarat e Shlomo Mantzur. Os restos mortais passarão por exames de DNA para confirmar sua identidade.
A devolução dos corpos faz parte de um acordo temporário de trégua, onde Israel se comprometeu a libertar 602 prisioneiros palestinos em troca da liberação dos reféns. A decisão do governo israelense de adiar a soltura dos detentos no último fim de semana foi motivada por alegações de que o Hamas havia violado os termos do cessar-fogo. Críticas internacionais e locais foram direcionadas às cerimônias realizadas pelo Hamas durante a entrega de reféns, consideradas humilhantes por diversos grupos de direitos humanos.
O ato desta quarta-feira foi desprovido das cerimônias previamente observadas, marcando a última entrega de reféns na primeira fase da trégua. Em uma triste coincidência, o funeral da família Bibas ocorreu simultaneamente. Shiri Bibas e seus filhos pequenos, Ariel e Kfir, foram sequestrados em 7 de outubro e, segundo as autoridades israelenses, assassinados enquanto estavam sob custódia do Hamas. O pai da família, Yarden Bibas, que também foi sequestrado mas liberado posteriormente, expressou sua dor e amor pela família ao afirmar: “Shiri, me projeta para que eu não afunde”.
Em paralelo aos eventos relacionados ao Hamas, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu compareceu ao tribunal nesta quarta-feira para prestar depoimento sobre as acusações de corrupção que enfrenta. Netanyahu é acusado de envolvimento em supostas trocas de favores com empresários, incluindo figuras proeminentes da mídia israelense. Durante seu testemunho, ele negou todas as acusações contra ele, tornando-se o primeiro chefe de governo em Israel a enfrentar um processo criminal enquanto ainda ocupa o cargo.
A situação continua tensa no país, com repercussões emocionais profundas nas famílias afetadas e na sociedade israelense como um todo.