Vaticano: Papa Francisco apresenta melhora leve em quadro de pneumonia
Pontífice segue internado em Roma, mas exames indicam evolução positiva do quadro; fiéis continuam a rezar por sua recuperação.
- Data: 26/02/2025 22:02
- Alterado: 26/02/2025 22:02
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: FOLHAPRESS
A condição de saúde do Papa Francisco, que está enfrentando pneumonia bilateral, apresentou sinais de leve melhora nas últimas 24 horas, segundo informações divulgadas pelo Vaticano nesta quarta-feira, dia 26. Além disso, a leve insuficiência renal que havia sido identificada recentemente foi resolvida.
Uma tomografia computadorizada realizada no dia anterior indicou uma evolução normal do quadro inflamatório em seus pulmões. Os exames de sangue e hematológicos corroboraram essa progressão positiva no estado do pontífice. Apesar da melhora, ele permanece sob terapia com oxigênio de alto fluxo e não sofreu nenhuma crise respiratória asmática durante o dia. O papa também continua a realizar fisioterapia respiratória.
O prognóstico segue sendo tratado com cautela pela Santa Sé. Este boletim médico marca a primeira vez em que a situação clínica do papa não é descrita como grave. Um funcionário do Vaticano, que preferiu não ser identificado, esclareceu que a omissão de uma classificação não deve ser interpretada como um julgamento médico definitivo. A possibilidade de uma coletiva de imprensa com os médicos responsáveis pelo cuidado do papa até o final da semana não foi descartada.
Na manhã de hoje, o Vaticano comunicou que Francisco teve uma “noite tranquila” no Hospital Agostino Gemelli, em Roma. Ele recebeu a eucaristia pela manhã e dedicou algumas horas à atividade laboral à tarde. Esta já é a internação mais longa do papa Jorge Mario Bergoglio, de 88 anos, desde que assumiu o cargo em 2013, superando os dez dias em 2021, quando passou por uma cirurgia eletiva no intestino.
O estado nutricional do papa se mantém estável, e ele tem conseguido se movimentar dentro do quarto sempre que possível. O boletim médico divulgado na noite anterior já indicava uma condição estável, sem novas crises respiratórias e com exames sanguíneos normais, embora sua saúde ainda fosse considerada crítica.
Na segunda-feira, dia 24, a Santa Sé informou que a insuficiência renal leve detectada no fim de semana não apresentava riscos significativos, marcando assim um dos primeiros sinais encorajadores desde o agravamento da saúde do pontífice.
No último sábado (22), o papa precisou receber transfusão sanguínea após uma prolongada crise respiratória; desde então, essa situação não se repetiu. Ele sofre de pneumonia dupla, uma infecção severa que pode causar inflamação e cicatrização nos pulmões, dificultando a respiração. O Vaticano caracterizou essa infecção como complexa, decorrente da ação de múltiplos micro-organismos.
O papa tem maior suscetibilidade a infecções pulmonares devido ao histórico de pleurisia na juventude e à remoção parcial de um pulmão. Ele continua sob tratamento com oxigênio e utiliza a mesma medicação prescrita nos últimos dias.
A sua saúde debilitada não impediu que ele exercesse suas funções como líder da Igreja Católica, embora muitas atividades tenham sido limitadas. Na segunda-feira (24), Francisco manteve audiência com o cardeal italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano responsável pela administração da Igreja, e com o arcebispo venezuelano Edgar Peña Parra.
O pontífice também assinou decretos relacionados à canonização e beatificação de indivíduos e elaborou uma mensagem para a Quaresma – um período significativo para os católicos que antecede a Páscoa e é marcado por jejuns e obras de caridade. Nesta quarta-feira (26), novos documentos foram emitidos pela Santa Sé, incluindo uma Catequese já previamente preparada.
O documento é parte das atividades regulares do papa, que normalmente recebe peregrinos durante as semanas. Embora a cerimônia exija sua presença, ele manteve a tradição de emitir mensagens catequéticas mesmo durante sua internação.
Em Roma, fiéis têm se reunido na Praça São Pedro para rezar o Rosário pela saúde do papa durante duas noites consecutivas. Na terça-feira, o cardeal filipino Luis Antonio Tagle conduziu a cerimônia; já na segunda-feira foi o cardeal Parolin quem liderou as orações. O Vaticano informou que não há uma programação fixa para os celebrantes dessas missas e que as escolhas são feitas conforme conveniência da Santa Sé neste momento.