Taís Araújo interpreta Raquel na nova versão de ‘Vale Tudo’ e destaca representatividade negra
A atriz compartilhou sua visão sobre a importância de sua interpretação da personagem Raquel
- Data: 26/02/2025 21:02
- Alterado: 26/02/2025 21:02
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Assessoria
A renomada atriz Taís Araújo se prepara para estrelar a nova versão da novela “Vale Tudo”, que irá ao ar na faixa das 21h da TV Globo, a partir de 31 de março. Araújo compartilhou sua visão sobre a importância de sua interpretação da personagem Raquel, uma figura que anteriormente foi vivida por uma atriz branca.
A atriz enfatizou que sua abordagem para a personagem não se limita apenas à sua própria atuação, mas reflete uma experiência mais ampla da mulher negra na sociedade. “A Raquel que eu faço é uma homenagem e uma representação das mulheres que constroem este país”, destacou Taís, sublinhando a necessidade de trazer à tona a diversidade e a complexidade das vivências femininas.
Taís Araújo inicialmente tinha o desejo de interpretar uma vilã na trama. No entanto, ao ler o primeiro capítulo, ela reconheceu a profundidade e a força da protagonista. “Eu não entendi nada no começo, porque queria uma vilã. Mas, ao assistir ao primeiro capítulo, pensei: ‘Não posso perder essa chance’. Ela tem uma jornada de heroína, conflitos profundos; é a personagem perfeita”, relatou.
Com seu desempenho, Taís visa não apenas dar vida a Raquel, mas também oferecer uma nova perspectiva sobre o papel da mulher negra na teledramaturgia brasileira. Ao comentar sobre essa transformação, ela disse: “Personagem boa é aquela que tem muitos conflitos. Eu liguei para o Zé [José Luiz Villamarim, diretor] e para a Manu [Manuela Dias, autora] e disse: ‘Eu fui muito burra, eu quero fazer, sim. Me deixa fazer, por favor!’. Inverti os papéis!”, brincou.
A trama contará ainda com Bella Campos no papel de Maria de Fátima, filha de Raquel, além de um elenco talentoso que inclui Antonio Pitanga, Lucas Leto e Edvana Carvalho. A nova versão de “Vale Tudo” promete não apenas entreter o público, mas também provocar reflexões significativas sobre representatividade e diversidade nas histórias contadas na televisão.