Tecnologia é aliada para agilizar transplantes e salvar vidas

Sistema integra a doação e a recepção de órgãos e tecidos em plataforma única, além de reunir toda a documentação necessária

  • Data: 26/02/2025 18:02
  • Alterado: 26/02/2025 18:02
  • Autor: Redação
  • Fonte: Assessoria
Tecnologia é aliada para agilizar transplantes e salvar vidas

Crédito:Divulgação/Freepick

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O Rio Grande do Sul está prestes a dar um novo passo para agilizar a realização de transplantes de órgãos e tecidos. Prevista para maio deste ano, a implantação da fase 2 do Gerenciamento de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Gedott) permitirá que equipes e processos de todo o estado operem em um ambiente 100% digital, desde a doação até a recepção do órgão. A tecnologia foi desenvolvida pela Paipe Tecnologia e Inovação, empresa sediada em Novo Hamburgo, para a Central de Transplantes da Secretaria Estadual da Saúde.

“O Gedott confere agilidade e confiabilidade ao processo de doação de órgãos e tecidos ao integrar todos os agentes envolvidos em um único ambiente”, explica o diretor comercial da Paipe, Rogério Nath Corrêa. “Por meio do sistema, é possível acompanhar em tempo real a disponibilidade de órgãos para doação, verificar a documentação obrigatória para o transplante e localizar imediatamente a pessoa que vai receber o órgão, além de comunicar a equipe responsável pelo procedimento. Antes, essas informações ficavam em sistemas não integrados”, acrescenta.

A fase 1, concluída em setembro de 2024, agilizou o cadastro e a gestão dos potenciais doadores, a entrevista familiar e a validação dos exames – etapas consideradas as mais críticas do processo. A fase 2, prevista para maio, abrangerá a distribuição do órgão (busca do receptor no cadastro do Sistema Nacional de Transplantes), a captação, a avaliação psicossocial do receptor e outras etapas necessárias para o procedimento. “Via aplicativo com acesso por smartphone, o receptor receberá alertas sobre a disponibilidade e compatibilidade de um possível doador. Todos os envolvidos poderão acompanhar cada etapa do processo em curso”, informa Corrêa.

“Precisávamos de uma solução informatizada para realizar o gerenciamento total dos processos no estado, abrangendo desde a identificação dos potenciais doadores até a certificação da implantação do órgão ou tecido no receptor determinado pela lista nacional única existente”, explica o médico Rogério Caruso, chefe da Divisão de Transplantes do Departamento de Regulação Estadual. “Assim, ganharemos transparência no processo de cadastro, notificação e acompanhamento dos doadores e receptores e todos os envolvidos no processo, a fim de garantir que ele seja efetuado de forma segura, garantindo a agilidade que este tipo de procedimento exige”, complementa.

Com a implementação plena do Gedott, estima-se que 1.000 usuários serão beneficiados mensalmente no Rio Grande do Sul, salvando vidas e promovendo saúde e bem-estar para os pacientes. Em 2024, o número de transplantes de órgãos no estado cresceu 5,6%, totalizando 1,6 mil procedimentos, segundo balanço divulgado em janeiro pela Secretaria da Saúde.

Para implantar o Gedott, a Paipe participou de licitação em 2023 e, desde então, trabalha em parceria com os técnicos da Central de Transplantes. Fundada em 2013, a empresa desenvolve softwares personalizados e já entregou mais de 1,2 mil projetos para segmentos como saúde, vendas, finanças, exportação e logística. No setor público, é responsável por modernizar os sistemas da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e da Defensoria Pública de São Paulo, entre outras soluções desenvolvidas.

Como se tornar doador de órgãos

Para ser um doador de órgãos no Brasil, é necessário primeiro avisar a família, orienta o Ministério da Saúde. A doação só ocorre após a autorização familiar, mesmo que a pessoa tenha expressado essa vontade em vida. Após o diagnóstico de morte encefálica, os familiares serão consultados e orientados sobre o processo de doação e transplantes. Conversar abertamente com os familiares garante que a orientação do doador seja respeitada, proporcionando esperança às pessoas que aguardam na lista de espera. Embora seja uma medida possível e sem custo, não é necessário registrar em cartório ou informar em documentos.

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