Eclipse anular do Sol é observado no Norte e Nordeste do Brasil

Outras regiões viram o fenômeno apenas de forma parcial; Surfista Ítalo Ferreira protagoniza foto inédita

  • Data: 14/10/2023 17:10
  • Alterado: 15/10/2023 08:10
  • Autor: Redação
  • Fonte: Agência Brasil
Eclipse anular do Sol é observado no Norte e Nordeste do Brasil

Crédito:Reprodução/Youtube

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O pequeno município de Tefé, no Amazonas, teve o privilégio de ser o primeiro lugar no país a acompanhar neste sábado (14) o eclipse anular do sol. O fenômeno teve início às 13h29 no horário local e atingiu o ápice às 15h11. Durante cinco minutos, sol, lua e Terra ficaram alinhados. Ao olhar para o céu, o disco solar ficou quase todo coberto e escuro, apenas com uma borda fina luminosa à vista, lembrando um anel.

O evento no país e em outras partes do mundo foi transmitido durante o dia no canal do Youtube do Observatório Nacional, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Surfista Ítalo Ferreira

Medalhista de ouro foi clicado no Rio Grande do Norte, no sábado (14) por Marcelo Maragni. O brasileiro que conquistou a primeira medalha de ouro olímpica do surfe, e também campeão mundial, agora tem mais um feito exclusivo em sua carreira. No último sábado (14), Ítalo Ferreira desafiou as forças naturais do planeta para capturar uma foto inédita durante o raríssimo eclipse anular do Sol, causando o impressionante efeito de estar dentro de um ‘arco de fogo’. Esse fenômeno se explica porque a Lua está no ponto mais distante de sua órbita da Terra, assim, seu diâmetro aparente é menor do que o do Sol, possibilitando a aparição do anel. O registro aconteceu no Rio Grande do Norte pelo fotógrafo Marcelo Maragni, que precisou de estudos científicos e equipamentos especializados para alcançar a foto perfeita, além de contar com a sorte de o estado do Rio Grande do Norte ser um dos melhores locais no país para presenciar este fenômeno. 

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Medalhista de ouro foi clicado no Rio Grande do Norte, no sábado (14) por Marcelo Maragni; a dupla detalha preparação para cravar o feito em cinco segundos

Com a ajuda de parceiros locais, e órgãos internacionais como Time and Date e a Nasa, o eclipse anular pôde ser visto numa faixa de 200 quilômetros, que foi da costa oeste dos Estados Unidos até o extremo leste do Brasil. A anularidade também foi vista no México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia.

No Brasil, o eclipse anular ocorreu em cidades localizadas no Norte e Nordeste: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No restante do país, o fenômeno foi parcial.  O professor de física Ariel Adorno se emocionou ao acompanhar o eclipse em Juazeiro do Norte, na Universidade Federal do Ceará.

“Um eclipse igual a esse aconteceu em novembro de 1994 e, na época, eu morava em Goiânia. A razão de eu ter feito física foi esse eclipse. A gente espera que, pela quantidade de pessoas atingidas hoje, esse eclipse também provoque mudanças nas vidas delas para o bem. Especialmente para o lado da ciência. Eu me emocionei algumas vezes. Chorei vendo hoje esse eclipse, lembrando de tudo o que eu passei até chegar aqui”, disse Ariel.

Dúvidas

Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, coordenou a transmissão visualizada por milhares de pessoas, e esclareceu as principais dúvidas sobre o eclipse – notadamente se o fenômeno pode ser considerado raro.

“O que causa essa sensação de raridade é que, quando ele acontece, só pode ser visto em alguns lugares do planeta. Como a sombra da lua é pequena, só atinge a Terra em uma faixa estreita. E aí, poucas pessoas entram nesse caminho da anularidade ou da totalidade do eclipse. A maioria o vê como parcial. Mas ele ocorre de anos em anos, com alguma regularidade no planeta”, disse Josina.

Como referência, o último eclipse anular do sol aconteceu em junho de 2021, mas não foi visível no Brasil. E o próximo vai ser no 2 de outubro de 2024, também sem poder ser observado por aqui. No Brasil, o fenômeno só vai voltar a ser visível no dia 6 de fevereiro de 2027 e, mesmo assim, só de forma completa no Rio Grande do Sul.

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  • Data: 14/10/2023 05:10
  • Alterado:15/10/2023 08:10
  • Autor: Redação
  • Fonte: Agência Brasil









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