Rebeca Andrade conquista medalha de ouro no salto e faz história nos Jogos de Tóquio
Com média 15,083 pontos, garantiu o ouro no salto das Olimpíadas de Tóquio Atleta da ginástica artística é 1ª brasileira a ganhar duas medalhas em uma única edição das Olimpíadas:
- Data: 01/08/2021 09:08
- Alterado: 22/08/2023 22:08
- Autor: Redação ABCdoABC
- Fonte: Estadão Conteúdo
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Rebeca Andrade continua fazendo história nos Jogos de Tóquio. Neste domingo, ela se tornou a primeira mulher do Brasil a conquistar dois pódios na mesma edição da Olimpíada. A atleta da ginástica artística ganhou a medalha de ouro no salto nos Jogos. Antes, já havia conquistado a prata no individual geral.
A façanha dela veio com dois ótimos saltos, um de 15,166 e outro de 15,000, alcançando a média de 15,083. Sua principal adversária, Jade Carey, dos Estados Unidos, foi mal no primeiro salto e ficou fora da briga por medalha.
O pódio foi completado por Mykayla Skinner, dos Estados Unidos, que ficou com a prata com 14,916 de média, e a sul-coreana Seojeong Yeo, que ganhou o bronze ao fazer 14,733.
“Eu estou muito feliz. Trabalhei bastante para ter bons resultados depois de tantos momentos difíceis. Está sendo incrível, estou tendo muito apoio, e essa medalha representa tudo para mim, do meu esforço, das minhas colegas que estão sempre comigo e do meu treinador“, disse a campeão brasileira.
Esta é a sexta medalha da ginástica artística brasileira na história olímpica, a segunda de Rebeca. As outras quatro foram de homens: Arthur Zanetti nas argolas (ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016), e a dobradinha no solo dos Jogos do Rio com Diego Hypólito (prata) e Arthur Nory (bronze).
MAIS ‘BAILE DE FAVELA’
Ainda nesta segunda-feira, a partir das 5h45 (horário de Brasília), a ginasta Rebeca Andrade disputará no solo a sua terceira final nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Ela foi vice-campeã no individual geral, ganhando a primeira medalha do Brasil em toda a história de sua participação na ginástica artística feminina nos Jogos. Ao som de ‘Baile de Favela’, Rebeca chega bem cotada a um lugar no pódio depois de obter a quarta melhor nota no solo nas etapas classificatórias.
Sobre a escolha da música, Rebeca explicou por que trocou Beyoncé pelo funk de autoria de MC João. “Quis fazer algo para mostrar a cultura brasileira. Adoro dançar funk. Sou preta e vou representar os pretos, mas também os brancos, azuis, amarelos… Quero representar todo mundo independentemente da cor.”
Rhony Ferreira, coreógrafo de Rebeca, afirmou ao SporTV que a ginasta brasileira prepara uma surpresa para a disputa final no solo. “Ela vai ter uma surpresinha aí e, se Deus quiser, vai emplacar essa medalha. Peço que todos os brasileiros torçam pela Rebeca nessas finais. O baile não vai ser só na favela, mas no Brasil inteiro”, afirmou Ferreira.
O sucesso poderia até ter chegado um pouco antes não fossem as lesões na carreira da atleta. Só para se ter uma ideia, ela já foi submetida a três cirurgias para reparar o ligamento cruzado anterior no joelho direito. “Eu cheguei a pensar em desistir, mas as pessoas sempre me incentivaram a continuar”, disse.
A história da ginasta de Guarulhos é de superação. A primeira delas é por se manter no esporte mesmo diante de todas as dificuldades na vida, como falta de dinheiro até para se locomover ao ginásio onde treinava. De família humilde, foi uma lutadora desde o começo, quando iniciou aos 4 anos na modalidade
Com força, talento e explosão, ela tem chamado atenção dos especialistas da modalidade e inclusive recebeu elogios da lenda Nadia Comaneci após ser prata no individual geral. Com a ausência de Simone Biles, que tem evitado competir para cuidar de sua saúde mental, Rebeca está nos holofotes da modalidade e já acumula dois pódios em Tóquio.